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Limites do cuidado entre nutrição e psicologia

  • Foto do escritor: LANCA - USP
    LANCA - USP
  • 30 de mai. de 2022
  • 2 min de leitura

Há muita dúvida entre os nutricionistas e estudantes sobre qual é o limite do tratamento nutricional em relação à psicologia e psiquiatria, visto que, durante a graduação essa questão é raramente abordada. Por isso, nos casos reais, é de extrema importância o atendimento multidisciplinar dos pacientes, ou seja, é necessário um diálogo, uma sincronia, entre profissionais de diferentes formações da saúde, de forma que ambas as áreas de atuação sejam respeitadas, por exemplo um nutricionista e um psicólogo em uma situação de cuidado sobre comportamento alimentar de alguém, que relacionam distúrbios de imagem com transtornos alimentares.

Assim, o nutricionista fica responsável pela sua área de atuação: a alimentação e nutrição do paciente, analisando o que, quando, com que frequência e a qualidade nutricional do que ele come, enquanto o psicólogo se responsabiliza pelo contorno emocional que possivelmente envolve o ato de comer, a objetificação do alimento e do próprio corpo, os sentimentos compensatórios e purgatórios, etc.

Uma boa ferramenta que alia o trabalho dos dois profissionais é o diário alimentar, no qual o paciente fica encarregado de descrever tudo o que come, o quanto foi e os horários das refeições, mas também os sentimentos envolvidos naquele momento, relacionando as áreas de nutrição e psicologia. Dessa forma, o nutricionista pode trabalhar ensinando ao indivíduo sobre o que é fome e saciedade, o que são as suas vontades ou um comer emocional, além de cuidar do peso seguro e IMC adequado do paciente, e o psicólogo pode desenvolver as questões emocionais que envolvem esse tipo de comportamento e as causas, consequências e sintomas, como o medo mórbido de engordar ou um evento de compulsão.

Portanto, fica claro que um tratamento que relaciona o comportamento alimentar com distúrbios emocionais necessita de uma boa comunicação e trabalho conjunto entre os profissionais da nutrição e psicologia, com cada um respeitando sua formação e tratando apenas o que lhe é responsabilidade. Dessa forma, o paciente conseguirá resultados concretos quanto a sua saúde, nos aspectos fisiológicos e também mentais.


Texto escrito por Matheus Lisboa e Renata Torres - Diretores de Comunicação e Marketing (Assessores de Produções Científicas) da Liga Acadêmica de Nutrição e Complexidades Alimentares da Universidade de São Paulo (LANCA - USP), baseado na aula ministrada pela nutricionista Raquel Labonia e a psicóloga Roberta Cyrillo.

 
 
 

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